sábado, 14 de fevereiro de 2015

Este o meu fim e o teu







 





Minha casa está em ruínas
Os frutos do meu trabalho foram engolidos
E meus filhos não encontram lugar em minha casa
Outro dorme em minha cama.
Eu agora verto lágrimas de arrependimento
E lamento por meus erros
Que meu estado lhe sirva de advertência
Para trabalhar enquanto é tempo.
O pássaro da alma voará
E deixará o corpo desabitado
A relva crescerá sobre o túmulo
E talvez desabroche uma flor.

Abdullah Ansari
Poeta persa nascido em Herat, no século XI

Como me sinto estranho







Como me sinto estranho sob as mãos deste amor.
Não vejo meu caminho, sob as mãos deste amor.
Certa vez eu era a coroa do universo.
Agora sou sujeira para caminhar, sob as mãos deste amor.
Como um rouxinol sozinho eu chamo.
O sangue jorra dos meus olhos, sob as mãos deste amor.
Meu rosto, como uma folha de outono, reluzirá,
escurecerá e morrerá, sob as mãos deste amor.
No Dia Final, com meu colarinho em farrapos deixe-me chorar,
sob as mãos deste amor.
Que fazer quando me encontro tão longe da União?
Minhas costas estão curvadas, sob as mãos deste amor.
Yunus, você que tanto ora por Taptuk.
Não pergunte “Que devo fazer?” sob as mãos deste amor.


 Yunus Emre



Jardins Persas








Os persas não criaram no mundo das artes monumentos originais. A sua arquitetura foi, nas suas grandes manifestações, obra de gregos. Os jardins dos antigos persas estavam, como as demais produções artísticas, condicionados à influências estranhas e revelavam, nos caracteres essenciais da composição, elementos retirados dos jardins gregos e egípcios, uma espécie de estilo "misto". Nos jardins eles introduziam árvores e arbustos de flores perfumadas.
Os jardins persas procuravam recriar uma imagem do universo, constituindo-se de bosques povoados por animais em liberdade, canteiros, canais e elementos monumentais, formando os "jardins-paraísos" que se encontravam próximos aos palácios do rei.
A introdução de espécies floríferas no jardim criou um novo conceito na arte de construí-los, passando a vegetação a ser estimada pelo valor decorativo das flores, sempre perfumadas, do que pelo aspecto de utilidade que possuíam anteriormente. A associação dos reinos animal e vegetal completava a ideia do paraíso.
O jardim era dividido em quatro zonas por dois canais principais em formato de cruz e na intersecção deste se elevava uma construção que podia ser o pavilhão ou uma fonte, representando as 4 moradas do universo. O jardim persa cercado de altos muros feitos de tijolos, estritamente formal, era um lugar de retiro privado, destinado ao prazer, ao amor, à saúde e ao luxo. As plantas utilizadas eram: plátanos, ciprestes, palmeiras, pinus, rosas, tulipas, narcisos, jacintos, jasmins, açucenas, etc.

Khawaja Abdullah Ansari







 Khawaja Abdullah Ansari foi um poeta persa, místico Muçulmano nascido em Herat, no ano de 1005, e falecido em 1090. Além de poesia, escreveu muitos livros sobre misticismo islâmico e filosofia. Escrevia em árabe e na língua persa.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Jardins Persa








Os persas não criaram no mundo das artes monumentos originais. A sua arquitetura foi, nas suas grandes manifestações, obra de gregos. Os jardins dos antigos persas estavam, como as demais produções artísticas, condicionados à influências estranhas e revelavam, nos caracteres essenciais da composição, elementos retirados dos jardins gregos e egípcios, uma espécie de estilo "misto". Nos jardins eles introduziam árvores e arbustos de flores perfumadas.
Os jardins persas procuravam recriar uma imagem do universo, constituindo-se de bosques povoados por animais em liberdade, canteiros, canais e elementos monumentais, formando os "jardins-paraísos" que se encontravam próximos aos palácios do rei.
A introdução de espécies floríferas no jardim criou um novo conceito na arte de construí-los, passando a vegetação a ser estimada pelo valor decorativo das flores, sempre perfumadas, do que pelo aspecto de utilidade que possuíam anteriormente. A associação dos reinos animal e vegetal completava a idéia do paraíso.
O jardim era dividido em quatro zonas por dois canais principais em formato de cruz e na intersecção deste se elevava uma construção que podia ser o pavilhão ou uma fonte, representando as 4 moradas do universo. O jardim persa cercado de altos muros feitos de tijolos, estritamente formal, era um lugar de retiro privado, destinado ao prazer, ao amor, à saúde e ao luxo. As plantas utilizadas eram: plátanos, ciprestes, palmeiras, pinus, rosas, tulipas, narcisos, jacintos, jasmins, açucenas, etc.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015







- Vem ao jardim na primavera, disseste.
- Aqui estão todas as belezas, o vinho e a luz.
Que posso fazer com tudo isso sem ti?
E, se estás aqui, para que preciso disso?

Rumi

domingo, 1 de fevereiro de 2015







Eu soube enfim que o amor está ligado a mim.
E eu agarro esta cabeleira de mil tranças.
Embora ontem à noite eu estivesse bêbado da taça,
Hoje, eu sou tal, que a taça se embebeda de mim.

Rumi